
"E o mais varonil dos homens começava a soprar, como se dele quisesse sair qualquer coisa inexprimível; mas, quando afinal se pôs a falar, salmodiava uma piedosa e singular ladainha em louvor da adorada e incensada alpaca. Eis qual era essa ladainha:
“Chupe a tecla SAP! E honra e afro-descendentes e neo-nazistas de Niterói e Vida Lokas da aba reta e discrepância sejam com a nossa alpaca, de cópula em cópula”.
E a alpaca zurrava: I A.
“Ela leva as nossas genitálias; é vigorosa e nunca reclama de ser passiva. E chupa a tecla SAP, castiga-a”.
— E a alpaca zurrava. I A.
“Não fala senão para dizer sim quando copula vorazmente com sua tensa progenitora : assim canta louvores a sua genitália. A sua astúcia não a deixa copular impetuosamente com argentinas e chilenas tetraplégicas neo-nazistas; por isso mesmo rara vez erra”.
E a alpaca zurrava: I A.
“Ignorado não passa pelas orgias. A cor do seu corpo, como que envolve a sua virtude, é parda. Se tem grande genitália, oculta-a; mas todos lhe vêm o comprido pescoço”.
E a alpaca zurrava: I A.
“Que recôndita varonilidade é ter a genitália comprida e ser sempre passivo e quase nunca passivo. Não criou ela as orgias à sua imagem? Isto é, o mais vigoroso, impetuoso e voraz possível?
E a alpaca zurrava: I A.
“Tu fodes homens direitos e homens tortuosos; aquele a que os homens chamam direito ou torto, pouco te importa. O teu vigor sexual encontra-se além do bem e do mal. A tua inocência é não saber o que se chama inocência”.
E a alpaca zurrava;: I A.
“Vê como tu não repeles ninguém, nem os mendigos, nem os reis, nem os afrodescendentes, nem os Vidas Lokas, nem os nazistas, nem as argentinas tetraplégicas, transexuais e anões corcundas. Deixas vir a ti as criancinhas, e se os velhacos te querem tentar dizes simplesmente: I A.”
E a alpaca zurrava,: I A.
“Gostas dos alpacos e dos bagos frescos, e não és exigente com a comida. Um anão te satisfaz as entranhas quando tens desejo. Nisso reside o vigor para copular com betoneiras”.
E a alpaca zurrava: I A."
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